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O último souvenir que Amor me enviou estava recheado de incerteza, falsa esperança, autoilusão e autoencantamento (que eu chamaria também de negação) de quem ainda não sabe aceitar que deve (mas tenta) buscar solitariamente a própria salvação. Abri esse souvenir com uma boa dose de medo e desconfiança, e, torcendo para estar enganada, o coloquei num cantinho seguro de uma estante. Merecia ele um pseudoaltar, ou era melhor ter enviado de volta ao remetente? "Bom, vejamos quanto tempo esse souvenir dura. Ele é lindo, mas algumas coisas não combinam tanto com o resto da decoração. Está com muita fuligem e pó branco, mas nada que uma boa limpeza não resolva. A antiga dona não devia cuidar muito bem dele. É bem moderninho e atemporal ao mesmo tempo - se você quiser colecioná-lo, pode encomendar mini bibelôs parecidos com ele. Até que esse souvenir me renderia boas conversas em reuniões de família e de amigos." Sempre que eu o verificava, ele estava numa posição diferente. Era...
Sabe, acho que sempre fui uma menina romântica, à espera de um príncipe encantado. Lembra daquele “ditado” que diz que quem fomos no passado forma quem nós somos no presente? Pois é. Eu fui muito influenciada pelos filmes da Disney, assistia quase sempre aos vários filmes das Princesas, e vários filmes em que sempre tinha aquele mocinho lindo da história. Eu me apaixonava e ainda me apaixono tanto pelos atores quanto pelos príncipes; esses filmes me alimentavam uma esperança de encontrar o amor ver-da-dei-ro. Aliás, se pararmos pra pensar, só hoje enxergamos malícia nos filmes da infância e, se repararmos, eles representavam pessoas que existiriam/existem em nossas vida. As madrastas, por exemplo, serão aquelas garotas invejosas que nos atrapalham e aquelas que ficam com o cara que gostamos para nos deixar mal. A fada-madrinha e os animais seriam os nossos amigos, estão sempre do nosso lado, nos ajudando (lembre-se de Branca de Neve, em que até a tartaruga se esforçou pra pedir soco...
Leia ouvindo A Sky Full of Stars, do Colplay, que tem na playlist do blog. Quando um coração é partido, pode ser bom ou ruim. Geralmente, ruim. Mas quando esse coração se quebra por vontade própria, tudo fica ainda mais estranho. Ele se partiu por necessidade de cair na real, ou melhor, de ser "empurrado para a real"; por medo de estar errado de alguma forma e para se proteger de futuras mágoas. Um coração se quebra por vontade própria porque não ganhou coragem (ou seria espontaneidade?) o suficiente para "gritar" o sentimento. Porque considerou-o uma coisa tão boba, que teve vergonha em demonstrá-lo para alguém; porque teve medo de constranger esse alguém. Quando esse co...
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